terça-feira, 27 de novembro de 2012

Parir a si mesmo exige coragem. Farrow yourself requires courage.

Parir a si mesmo exige coragem.
Tipo de coisa que só cresce tendo. Tendo, mas que precisa usar. E melhor se abusar...
- Mas, de onde pode vir tamanha, se a sua origem é humilde?  Fato, breve fio.
E de navalha que já nem corta, de tão antiga e abandonada naquele velho e abandonado canto de ferramentas envelhecido, como são velhas as paredes caiadas da antiga oficina...
O ranger da porta, ao abrir, parece desabrochar, na marra, novos mistérios. Sempre.
- Mas como novos, se o espaço é tão abandonado e envelhecido?
O novo vem de alguns raios de sol, insistentes, que despontam e forçam-se entre árvores.
Sorrateiros, mas com força, invadem...
A madeira rústica verde, verde escura como devem ser escuras os verdes das portas dos quartos de ferramentas, range...
Range e estala ao abrir, bem no meio da escuridão, uma fatia de claridade que não pede licença e vai desvirginando o desconhecido.
Junto com a luz, o exalar de cheiro mofado de brinquedos abandonados.
De bichos de pelúcia, de um autorama com carrinhos que não há muito não correm, tão pouco andam...
Noutro breve canto, toalhas, panos de chão e até fraldas de bebês que hoje são homens que falam grosso e dirigem empresas. São tecidos, como quadros sem molduras a guardar recordações...
- De onde partem tantos cheiros misturados?
De tudo e de cada objeto. Separadamente.
Mas, na soma, enfim, sempre está tudo junto.
- O que significa aquela mistura de odores, afinal, que não se identifica? Que não se entende e tão pouco se enxerga?
Uma tradução que não se consegue, por mais que se respire profundamente...
Para ampliar a dúvida, fica sempre uma névoa, de um cheiro espesso, tão duro que dá quase para pegar, de um tempo que passou...
De um tempo que exige, entretanto, muita coragem para desfolhá-lo...  



Farrow yourself requires courage.
Kind of thing that only grows with. Having but you need to use. And best abuse ...
- But where such may come, if your home is humble? Indeed, short wire.
And that does not even razor cuts, as old and abandoned that old and abandoned corner of tools aged, as are old whitewashed walls of the former workshop ...
The creak of the door opening, blossoming seems, by force, new mysteries. Always.
- But as new, if the space is so abandoned and aged?
The new comes some sunshine, insistent, and force that stand between trees.
Sneaky, but forcefully invade ...
The rustic wood green, dark green and dark greens should be the doors of the rooms of tools, range ...
Range and click to open, right in the midst of darkness, a slice of clarity that no excuses will desvirginando and the unknown.
Along with the light, exhale the musty smell of abandoned toys.
Stuffed animals, a slot car with strollers that there is not much running, so little walk ...
In another short corner, towels, floor cloths and diapers to babies who are men today who speak thick and run businesses. They are woven, as frameless frames to keep memories ...
- Where many smells mixed run?
Everything and every object. Separately.
But, in sum, finally, is always all together.
- What does that mixture of odors, after all, who does not identify? What is not understood, so rarely sees?
A translation that can not be, as much as we breathe deeply ...
To enlarge the doubt is always a fog, a thick smell, which gives almost as hard to catch, for a while now ...
A time that requires, however, a lot of courage for him defoliation ...

Um comentário:

  1. Retomando a escrita em 27 de novembro de 2012. Espero comentários.
    João Carlos Baldan

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